Sunday, May 16, 2010

naquela estação

eu gosto de sair com alguns amigos e tomar cerveja.
gosto cada vez mais de torrada com manteiga, mas não gosto de pão com manteiga.
gosto da torrada comprada, não da feita em casa.
odeio fazer dieta, mas gosto de me sentir magra.
odeio olhar no espelho e ver que o "magra" está só no sentimento.
odeio ver pessoas que eu não quero ver, que me deixam tristes ou magoadas.
adoro ver pessoas que eu gosto, que me recebem com um beijinho ou com um abraço.
adoro cheiro, adoro cheirar o pescoço e a curvinha entre o braço e o antebraço, que não é o cotovelo.
adoro cheiro pessoal, sem cheiro de perfume ou sabonete. sem cheiro ruim também, é claro.
adoro o cheiro de uma pessoinha, que me acalma e me traz lembranças de dias bons e sem surpresa.
adoro dias bons e sem surpresa.
adoro carinho e atenção. adoro ser alguém pra alguém, ainda que não seja "o" alguém.
adoro leite com chocolate, mas odeio leite e não sou lá tão fã de chocolate.
adoro ficar um tantinho bêbada antes de ir dormir e não sonhar.
odeio sonhar.
odeio pensar na minha idade e nas possibilidades do futuro.
adoro pensar no próximo dia 3 de junho.
adoro me arrumar pra sair e sair, mas odeio estar no lugar pra onde eu fui.
odeio a ideia de "paquerar".
odeio ser ignorada.
adoro conversas inúteis no meio do dia; adoro conversas inúteis a qualquer hora.
odeio malhar; adoro a ideia de estar malhando.
adoro pensar em casamento - vestido, flores, convidados, decoração.
odeio pensar que não quero casar.
amo juiz de fora.
odeio pensar em ficar em juiz de fora.
odeio pensar que sou filha única e que, ao sair de casa, meu pai e minha mãe ficarão sozinhos.
odeio ficar sozinha.
adoro muito mais as pessoas do que as pessoas me adoram e me divirto com pouco.
odeio ter coisas pra fazer.
adoro ficar a toa.
adoro ter um emprego e odeio trabalhar.
adoro comer.
adoro coca-cola.
adoro o fernando.
odeio escrever.
adoro ler.

Saturday, July 19, 2008

the story

E folheando livros ela percebeu que quem escreve, exterioriza. Desabafa, se entrega e escapa do pudor da palavra dita, libertando o pensamento em caracteres. Se parece assim tão bonito, por que será então que aquele que escreve se deixa barrar pela vergonha e conta o que é seu sob o nome de outro? É sempre um personagem, alguém criado do rascunho que é o escritor. De repente, aquilo que é seu, tão subjetivamente seu, passa a ser de outra menina, que vive em outro lugar - quase sempre chuvoso - e, caso existisse senão como disfarce, seria também bem diferente de você.

E então quem lê entende que o amor de alguém vira jogo em canção. A vida vira poeira no vento, a garota pode ser flor e o tempo que passa sempre tão sofrido pode bem ser, em verdade, alguns minutos de tédio em frente à televisão. Abraço é dança, três meses são eternidade, paraíso é embaixo do cobertor e toda a dor do mundo é o sofrimento comum.

O "eu" é então substituído por outro qualquer e as circunstâncias são sutilmente disfarçadas, para a própria conveniência de quem desabafa - e se alguém ler? Não pode saber o que quer que todos saibam: que o amor não acabou, que a lembrança existe, que o cotidiano dói e que a vida dele é, por algum motivo, especialmente ordinária. Troca "ele" por "ela", usa o nome da vizinha e recria ambientes com alguns detalhes que antes não existiam. Mas é o que se pode fazer: a palavra é livre, mas quem escreve não é.

Ela sou eu, livro é blog e o escritor é, na verdade, uma pessoa só. Mas não posso contar quem é.E se alguém ler?

Tuesday, July 24, 2007

sonho de verão

hoje foi um dia completamente dispensável ...

passei mal de manhã, fui trabalhar a tarde, voltei pra casa. não falei com ninguém, nem dei risadas com ou de alguém.

só com o ali g... ai ai, ele me mata!

fui lanchar, lá pelas 5:30 da tarde, depois de quase 12h sem comer nada, e sentei ao lado de uma mesa com 5 meninas, lá pelos seus 17, 18 anos.
parei, respirei, refleti e pensei comigo mesma: "obrigada deus pelo mp3 player"

lanchei ouvindo música e não precisei ficar ouvindo as vozinhas esganiçadas!
foi bonito!

o que eu quero mesmo é viajar com o meu namorado, que por sinal se esqueceu de mim hoje, e ficar deitada o dia inteiro, vendo televisão e me alimentando de coisas gostosas! sweet dreams ...

Monday, July 16, 2007

forever lost

de uns tempos pra cá tenho vivido umas coisas muito legais.

comecei a trabalhar em um emprego não-boçal, que me desafia na medida do possível e de cujo título eu me orgulho bastante: "professora de inglês".
fui fazer minha inscrição na academia [que por sinal, não adiantou nada ser feita, pq não voltei lá até hoje] e a moçoila da recepção me perguntou: "profissão?". foi mto bom não responder "estudante" ... falei toda cheia de mim: "professora".

além disso, tomei uma atitude que eu já estava muito a fim de tomar já há muito tempo: parei de ir na aula. isso foi bom, muito bom! mas também foi ruim ... fiquei sem ver minhas 4migas todo dia. isso até dói no coração. se pra uma coisa aquela faculdade me serviu, foi pra falar coisas inúteis todos os dias com 3 meninas que gostam tanto quanto eu de falar coisas inúteis.

mas foi muito legal o jeito como essa coisa do "abandono educacional" aconteceu.

eu sempre ficava ouvindo as pessoas no jô soares, ou na marília gabriela, contando como as coisas aconteceram com elas lá nos tempos áureos da juventude e muitas delas falavam de situações em que tiveram que mudar tudo, ou que sentiram alguma coisa diferente, etc e tal. tenho certeza que vcs [quem?] já viram alguma entrevista na qual o entrevistado tenha dito algo parecido. e eu sempre ficava lá imaginando como essas coisas aconteciam ... não podia ser assim tão de repente! as coisas não funcionam assim!

mas com a faculdade foi bem isso. é lógico que já fazia tempo que eu estava insatisfeita [vide posts neste blog], mas a atitude foi bem espontânea. um dia eu pensei: "não quero mais ir à aula". PUF. não fui!

daí fiz vestibular de novo, semana passada. fiquei com bastante medo de não passar, mesmo sabendo que dificilmente alguém fica de fora no "exame admissional". passei na prova assim como passou o nervosismo. em 3º lugar, é o que tá escrito lá! meu pai e minha mãe fingem um orgulho fundado nesse 3º lugar, mas no fundo o que tá rolando na cabeça dos dois é a falta que R$500 por mês provavelmente farão.

até comentei com o meu namorado que passar em 3º lugar nessa prova pra mim não é motivo de orgulho nenhum. sou tão crítica que pra mim chega a ser embaraçoso.

enfim,
a vontade de escrever surgiu enquanto eu passeava pelos orkuts alheios, atividade bem comum do meu cotidiano.
a vontade que eu tinha de ter um amigo de infância é hoje ainda mais forte, já que aos poucos a gente vai perdendo algumas coisas pra fatos de vida. uma prima casa, a amiga também, as duas se mudam, vc sai da faculdade e deixa de ter aquele contato diário com algumas pessoas, as primas vão cada uma pro seu canto, e enfim ...
o que eu mais queria, de verdade, era ter aquele grupão de amigos. aquele que tá sempre em todas as suas fotos, em todas as suas festas, em qualquer situação. era isso que eu queria ter. aquele grupo de amigos que sente a necessidade de te mostrar o quanto te ama e precisa de você, seja lá como eles fazem pra expressar isso. sinto inveja de testimoniais, de abraços, de fotos no álbum com descrições bonitinhas. pode ser ridículo, mas acho que quem ama às vezes sente necessidade de mostrar. e quando isso é natural, não importa a "mídia". não me orgulho em dizer isso, mas queria ter mtos testimoniais. tenho um, que leio todos os dias.

e o meu caso não é nem um daqueles "tenho poucos, mas bons amigos". os amigos que eu tenho são mto bons, é verdade, mas de que adianta se eles raramente estão por perto?
queria meu telefone tocando o tempo todo, encontros marcados no meio da tarde da terça-feira só pq não se tem nada pra fazer.

de vez em quando sinto falta de "demonstrações públicas de afeto". é carência, mas eu gostaria de sentir que sou querida, e queria que outras pessoas vissem isso tb.

no fundo, talvez essa coisa toda de sentir falta de amigos seja só a minha personalidade procurando por problemas dentro de um período tão pacífico como esse que eu tô vivendo. eu realmente fico preocupada quanto tudo dá certo, então pode ser que a minha reação natural seja buscar por erros ou problemas. pode ser que não.

só sei que assisti "os infiltrados" agorinha e o filme é bem legal. e o leonardo dicaprio ainda mexe comigo como se eu ainda tivesse 11 anos e ele ainda estivesse afundando junto com o titanic.

Saturday, September 30, 2006

everything i want to be

se tem uma pessoa que eu gostaria de ter sido, além do jerry seinfeld, da karen carpenter, da amy poehler e da rachel bilson (única e exclusivamente pelo fato dela pegar o adam brody), essa pessoa é a monique powell, do save ferris!

save ferris é o exemplo perfeito da funcionalidade de uma voz maravilhosa em uma banda divertida! se não ouviu, dá uma sacada no linkzinho do "the world is new" ali do lado ;)

e, uma coisa eu afirmo:
a única esperança que eu tenho no mundo,
é que um dia a monique powell e o aaron barrett do reel big fish se juntem e tenham um filho, nem que seja apenas pelo bem da humanidade.

o muleque ia ser o rei do ska,
e ia ser lindo, brasil, LINDO!!!


Sunday, September 24, 2006

attractive today


"and as i gently sip this drink,
i think about my lack of future...

i just want to feel attractive today."


motion city soundtrack toca lá no fundo do coração.

Thursday, September 21, 2006

another word for desperate

agora alguém me diz:

o que é que eu faço?

eu tô tão de saco cheio da faculdade que mesmo quando eu acordo no horário certo, prefiro ficar em casa. não aguento mais, tô chegando à conclusão de que realmente não nasci pra fazer história. mas então, nasci pra fazer o que? O QUEEEE, MEU DEUS, O QUEEEEE???

olha, eu preciso de um sinal!
qualquer coisa serve, desde que me ajude a tomar alguma decisão.

eu sabia que eu devia ter tentado ser uma paquita new generation. tudo bem que hj em dia eu estaria em uma pindaíba fenomenal, mas eu teria algum 'background', alguma coisa válida pra colocar no currículo ...

Nome: Lorena Matheus Salgado
Idade: 20 anos

Formação acadêmica: Graduação em História pela UFJF incompleta.
Experiência profissional: Secretária da empresa de representação Baumer, entre 2003 e 2005.
Paquita New Generation, entre 1997 e 2000.


bem...
eu acho que funcionaria.