Tuesday, July 24, 2007

sonho de verão

hoje foi um dia completamente dispensável ...

passei mal de manhã, fui trabalhar a tarde, voltei pra casa. não falei com ninguém, nem dei risadas com ou de alguém.

só com o ali g... ai ai, ele me mata!

fui lanchar, lá pelas 5:30 da tarde, depois de quase 12h sem comer nada, e sentei ao lado de uma mesa com 5 meninas, lá pelos seus 17, 18 anos.
parei, respirei, refleti e pensei comigo mesma: "obrigada deus pelo mp3 player"

lanchei ouvindo música e não precisei ficar ouvindo as vozinhas esganiçadas!
foi bonito!

o que eu quero mesmo é viajar com o meu namorado, que por sinal se esqueceu de mim hoje, e ficar deitada o dia inteiro, vendo televisão e me alimentando de coisas gostosas! sweet dreams ...

Monday, July 16, 2007

forever lost

de uns tempos pra cá tenho vivido umas coisas muito legais.

comecei a trabalhar em um emprego não-boçal, que me desafia na medida do possível e de cujo título eu me orgulho bastante: "professora de inglês".
fui fazer minha inscrição na academia [que por sinal, não adiantou nada ser feita, pq não voltei lá até hoje] e a moçoila da recepção me perguntou: "profissão?". foi mto bom não responder "estudante" ... falei toda cheia de mim: "professora".

além disso, tomei uma atitude que eu já estava muito a fim de tomar já há muito tempo: parei de ir na aula. isso foi bom, muito bom! mas também foi ruim ... fiquei sem ver minhas 4migas todo dia. isso até dói no coração. se pra uma coisa aquela faculdade me serviu, foi pra falar coisas inúteis todos os dias com 3 meninas que gostam tanto quanto eu de falar coisas inúteis.

mas foi muito legal o jeito como essa coisa do "abandono educacional" aconteceu.

eu sempre ficava ouvindo as pessoas no jô soares, ou na marília gabriela, contando como as coisas aconteceram com elas lá nos tempos áureos da juventude e muitas delas falavam de situações em que tiveram que mudar tudo, ou que sentiram alguma coisa diferente, etc e tal. tenho certeza que vcs [quem?] já viram alguma entrevista na qual o entrevistado tenha dito algo parecido. e eu sempre ficava lá imaginando como essas coisas aconteciam ... não podia ser assim tão de repente! as coisas não funcionam assim!

mas com a faculdade foi bem isso. é lógico que já fazia tempo que eu estava insatisfeita [vide posts neste blog], mas a atitude foi bem espontânea. um dia eu pensei: "não quero mais ir à aula". PUF. não fui!

daí fiz vestibular de novo, semana passada. fiquei com bastante medo de não passar, mesmo sabendo que dificilmente alguém fica de fora no "exame admissional". passei na prova assim como passou o nervosismo. em 3º lugar, é o que tá escrito lá! meu pai e minha mãe fingem um orgulho fundado nesse 3º lugar, mas no fundo o que tá rolando na cabeça dos dois é a falta que R$500 por mês provavelmente farão.

até comentei com o meu namorado que passar em 3º lugar nessa prova pra mim não é motivo de orgulho nenhum. sou tão crítica que pra mim chega a ser embaraçoso.

enfim,
a vontade de escrever surgiu enquanto eu passeava pelos orkuts alheios, atividade bem comum do meu cotidiano.
a vontade que eu tinha de ter um amigo de infância é hoje ainda mais forte, já que aos poucos a gente vai perdendo algumas coisas pra fatos de vida. uma prima casa, a amiga também, as duas se mudam, vc sai da faculdade e deixa de ter aquele contato diário com algumas pessoas, as primas vão cada uma pro seu canto, e enfim ...
o que eu mais queria, de verdade, era ter aquele grupão de amigos. aquele que tá sempre em todas as suas fotos, em todas as suas festas, em qualquer situação. era isso que eu queria ter. aquele grupo de amigos que sente a necessidade de te mostrar o quanto te ama e precisa de você, seja lá como eles fazem pra expressar isso. sinto inveja de testimoniais, de abraços, de fotos no álbum com descrições bonitinhas. pode ser ridículo, mas acho que quem ama às vezes sente necessidade de mostrar. e quando isso é natural, não importa a "mídia". não me orgulho em dizer isso, mas queria ter mtos testimoniais. tenho um, que leio todos os dias.

e o meu caso não é nem um daqueles "tenho poucos, mas bons amigos". os amigos que eu tenho são mto bons, é verdade, mas de que adianta se eles raramente estão por perto?
queria meu telefone tocando o tempo todo, encontros marcados no meio da tarde da terça-feira só pq não se tem nada pra fazer.

de vez em quando sinto falta de "demonstrações públicas de afeto". é carência, mas eu gostaria de sentir que sou querida, e queria que outras pessoas vissem isso tb.

no fundo, talvez essa coisa toda de sentir falta de amigos seja só a minha personalidade procurando por problemas dentro de um período tão pacífico como esse que eu tô vivendo. eu realmente fico preocupada quanto tudo dá certo, então pode ser que a minha reação natural seja buscar por erros ou problemas. pode ser que não.

só sei que assisti "os infiltrados" agorinha e o filme é bem legal. e o leonardo dicaprio ainda mexe comigo como se eu ainda tivesse 11 anos e ele ainda estivesse afundando junto com o titanic.